Para indústria do plástico, prioridade é prática ambiental; embalagem tem maior potencial; e qualificação é gargalo

por / quarta-feira, 17 agosto 2011 / Publicado em Noticias

Um estudo inédito coordenado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) para a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), desenvolvido com a participação de representantes de toda a cadeia produtiva de plástico no Brasil, concluiu que o setor, para atender à exigência crescente dos consumidores quanto à preservação do ambiente, deverá priorizar a reciclagem e as práticas sustentáveis, agora e no futuro. O estudo recomenda, ainda, que o país invista no segmento de embalagens, para aumentar a participação do Brasil no mercado internacional de plásticos.

Ambas as sugestões se interligam, afirma o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), Merheg Cachum. “A indústria das embalagens plásticas tem grande preocupação ambiental”, diz o executivo. “Esse estudo contribui para a conscientização de toda a cadeia produtiva, que começa na indústria petroquímica e chega ao consumidor final”, explica.

“Os consumidores estão sensíveis aos produtos amigáveis ambientalmente”, observa Hélio Viveiros, que participou do estudo como consultor do CGEE. Para ele, os artefatos plásticos reciclados contribuem efetivamente para minimizar os impactos ambientais. “Além disso, esses itens possuem forte apelo de marketing dos produtores de resinas, dos transformadores, dos grandes grupos de supermercados e da cadeia varejista em geral”, diz, sobre o impacto da reciclagem na escolha dos produtos pelo consumidor.

O trabalho traça um panorama do setor no Brasil até 2022. As recomendações para a indústria estão reunidas na publicação Panorama Setorial Plásticos, da coleção Cadernos da Indústria da ABDI.

Ecologicamente Correto

Os plásticos reciclados apresentam vantagens econômicas para diferentes segmentos de mercado, incluindo utilidades domésticas, indústria têxtil e construção civil. “O consumidor prefere os reciclados por terem posicionamento ambiental e também pelo menor custo”, observa Viveiros.

Dados da Plastivida mostram que a quantidade de plástico reciclado no Brasil teve uma taxa de crescimento de 9,2 pontos percentuais ao ano no período de 2003 a 2007. Já o consumo de resinas termoplásticas aumentou 5% ao ano, de acordo com estatísticas da Abiplast. “A expectativa da indústria é que o consumo do plástico reciclado continue crescendo mais depressa que o consumo de resinas virgens nos próximos anos”, diz o consultor.

Matéria completa: http://www.cgee.org.br/noticias/viewBoletim.php?in_news=740&boletim=

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